Tabela INSS 2026 com faixas e teto atual

A tabela INSS 2026 define quanto é descontado do salário de trabalhadores e quanto devem pagar contribuintes individuais, facultativos e MEIs. Para empregados, a cobrança é progressiva: cada percentual incide apenas sobre uma parte da remuneração, e não sobre o salário inteiro.

Em 2026, o salário mínimo é de R$ 1.621,00 e o teto do INSS é de R$ 8.475,55. Esses valores afetam tanto os descontos mensais quanto o limite máximo dos benefícios pagos pela Previdência Social.

Tabela INSS 2026 para trabalhador com carteira assinada

A tabela abaixo vale para empregados de empresas, trabalhadores domésticos e trabalhadores avulsos. O desconto é feito diretamente na folha de pagamento.

| Faixa salarial em 2026 | Alíquota do INSS | |—|—:| | Até R$ 1.621,00 | 7,5% | | De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 | 9% | | De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 | 12% | | De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 | 14% |

Quem recebe acima de R$ 8.475,55 também contribui somente até esse limite. Ou seja, a parcela do salário que ultrapassa o teto previdenciário não sofre desconto de INSS para o segurado empregado.

A alíquota de 14%, portanto, não é aplicada sobre todo o salário de quem está na última faixa. Esse é um dos pontos que mais geram dúvida ao conferir o holerite.

Como funciona o cálculo progressivo

O cálculo segue a mesma lógica do Imposto de Renda por faixas. Uma pessoa que recebe R$ 3.000,00, por exemplo, contribui com 7,5% sobre os primeiros R$ 1.621,00, com 9% sobre a faixa seguinte e com 12% apenas sobre a parte que ultrapassa R$ 2.902,84.

Nesse exemplo, o desconto aproximado é de R$ 248,61. O valor final pode variar alguns centavos conforme os critérios de arredondamento usados no sistema da empresa ou no eSocial.

Para um salário de R$ 5.000,00, o cálculo passa pelas quatro faixas aplicáveis até aquele valor. O desconto estimado seria de R$ 501,52. Não se deve multiplicar R$ 5.000,00 por 14%, pois isso resultaria em um valor maior do que o devido.

Tabela INSS 2026 para autônomos e facultativos

Quem trabalha por conta própria ou contribui sem exercer atividade remunerada precisa gerar a guia e fazer o recolhimento por iniciativa própria. As alíquotas dependem do tipo de plano escolhido e da situação do segurado.

| Tipo de contribuição | Alíquota | Valor ou base em 2026 | |—|—:|—:| | Plano normal – contribuinte individual ou facultativo | 20% | De R$ 324,20 a R$ 1.695,11 | | Plano simplificado | 11% | R$ 178,31 sobre um salário mínimo | | Facultativo de baixa renda | 5% | R$ 81,05 sobre um salário mínimo | | MEI em atividade comum | 5% | R$ 81,05 de contribuição previdenciária | | MEI caminhoneiro | 12% | R$ 194,52 de contribuição previdenciária |

No plano de 20%, a pessoa pode escolher uma base de contribuição entre o salário mínimo de R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.475,55. Quem recolhe sobre um valor maior tende a aumentar a média contributiva usada no cálculo de futuros benefícios, mas isso não garante, por si só, uma aposentadoria maior. O resultado depende do histórico de salários e das regras aplicáveis no momento do pedido.

O plano simplificado de 11% é destinado a quem contribui sobre o salário mínimo. Ele dá acesso aos benefícios previdenciários, desde que os demais requisitos sejam cumpridos, mas possui limitações para aposentadoria por tempo de contribuição e para emissão de Certidão de Tempo de Contribuição sem complementação.

Já a alíquota de 5% para facultativo de baixa renda exige inscrição atualizada no CadÚnico, ausência de atividade remunerada e renda familiar dentro das regras do programa. Não basta pagar a guia com esse percentual: é preciso realmente atender às condições exigidas pelo INSS.

Quanto paga o MEI ao INSS em 2026

O Microempreendedor Individual recolhe 5% do salário mínimo dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional, o DAS. Em 2026, a parte previdenciária do MEI comum corresponde a R$ 81,05 por mês.

Esse não é necessariamente o valor total do DAS. O documento também pode incluir R$ 1,00 de ICMS para atividades de comércio ou indústria e R$ 5,00 de ISS para prestação de serviços. Quem atua nas duas áreas pode ter os dois acréscimos.

O MEI caminhoneiro possui regra própria e recolhe 12% do salário mínimo para a Previdência, equivalente a R$ 194,52 em 2026, além dos tributos previstos para sua atividade.

A contribuição do MEI garante acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade temporária, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, desde que sejam cumpridas as carências e demais exigências. Para usar períodos como tempo de contribuição em certas situações, pode ser necessário complementar o recolhimento.

Teto do INSS em 2026: qual é o valor

O teto previdenciário de 2026 é de R$ 8.475,55. Ele funciona como limite para a contribuição do segurado e também para grande parte dos benefícios do INSS.

Na prática, uma aposentadoria, pensão ou auxílio previdenciário não pode ultrapassar esse valor, respeitadas as regras de cálculo de cada benefício. Ter salário acima do teto não significa receber o teto automaticamente no futuro. Para isso, a pessoa precisa ter contribuições suficientes e uma média salarial compatível com o valor máximo.

O piso dos benefícios do INSS acompanha o salário mínimo. Assim, em 2026, nenhum benefício previdenciário substitutivo de renda pode ser inferior a R$ 1.621,00, salvo exceções legais, como benefícios pagos proporcionalmente ou situações específicas previstas na legislação.

O que muda para aposentados e pensionistas

Os benefícios de quem recebia um salário mínimo foram reajustados para R$ 1.621,00 em 2026. Para benefícios acima do piso nacional, o reajuste segue o índice definido para a Previdência Social, aplicado conforme a data de início do benefício.

Quem começou a receber aposentadoria, pensão ou auxílio ao longo do ano anterior não recebe necessariamente o percentual cheio de reajuste. Nesses casos, o aumento costuma ser proporcional aos meses em que o benefício esteve ativo.

O valor atualizado pode ser consultado no extrato de pagamento, disponível pelo Meu INSS. No documento, o beneficiário confere o valor bruto, descontos de empréstimos consignados quando houver, Imposto de Renda, mensalidades associativas autorizadas e o valor líquido depositado.

Como conferir se o desconto do INSS está correto

O primeiro passo é olhar o holerite e identificar a remuneração que serviu de base para o desconto. Em geral, salário, horas extras, adicionais e comissões podem compor essa base. Alguns pagamentos indenizatórios, por outro lado, podem seguir tratamento diferente.

Depois, aplique cada faixa da tabela somente à parcela correspondente do salário. Se houver mais de um emprego, as contribuições devem ser observadas em conjunto porque o segurado não pode ultrapassar o teto do INSS. Nesse caso, pode ser necessário informar as remunerações aos empregadores para evitar desconto acima do limite.

Também vale consultar o Cadastro Nacional de Informações Sociais, o CNIS, pelo Meu INSS. O extrato mostra vínculos, remunerações e contribuições registradas. Erros no CNIS devem ser tratados o quanto antes, especialmente por quem está perto de pedir aposentadoria ou outro benefício.

Dúvidas frequentes sobre a contribuição ao INSS

Quem recebe salário mínimo paga quanto de INSS?

O trabalhador com carteira assinada que recebe R$ 1.621,00 paga 7,5% de INSS, equivalente a R$ 121,58, antes de outros descontos que possam aparecer no holerite.

Quem ganha mais que o teto paga mais INSS?

Não. O desconto do segurado é limitado ao teto de R$ 8.475,55. A empresa pode ter obrigações previdenciárias próprias, mas elas não devem ser confundidas com o desconto do empregado.

O valor do INSS descontado é igual ao valor da aposentadoria?

Não. A contribuição mensal ajuda a formar a proteção previdenciária, mas o valor da aposentadoria depende do tempo de contribuição, da idade, da média dos salários e da regra utilizada no pedido.

Conferir a tabela antes de aceitar um recolhimento por conta própria ou questionar o holerite evita pagamentos errados e ajuda a manter o histórico previdenciário em ordem para quando ele fizer falta.